Os 5 P’s do ABAP

Se você já conhece o ABAP101.com, sabe que uma das nossas principais iniciativas é a inserção de iniciantes no mundo ABAP através de projetos Open Source. Fazemos isso sem custo nenhum e por puro prazer de deixar nosso legado adiante. Se você é novo por aqui, é fácil de entender: temos um processo parecido com uma empresa que procura um profissional de ABAP. Temos um critério de decisão que decidirá quem trabalhará conosco em um dos nossos projetos open source. A partir do momento que a escolha é feita, começamos a trabalhar desde a definição do escopo do projeto até a submissão de uma versão estável do projeto na plataforma Code Exchange da SAP. Saiba mais sobre nossa iniciativa de projetos open source ABAP. Quando o Furlan e eu estávamos conversando sobre os projetos e seus objetivos ficou claro que nosso objetivo, veja só você, não era apenas ensinar ABAP. Queríamos aproximar o que é ensinado nas academias da KA Solution com o que é vivenciado no dia-a-dia de um ABAPer. Foi então que definimos o conceito dos 5 P’s do ABAP, baseado no Marketing Mix. Continue lendo para entender a definição de cada um dos P’s e entender no que cada um influencia na sua entrada ou na sua boa permanência no mercado de ABAP. O 5 P’s do ABAP regem a forma de trabalharmos e nos guiam em relação ao que deve ser deixado como legado. Vamos a cada um deles.

1º P – Programação

Este com certeza é o que mais se relaciona com ABAP. Se você quer trabalhar com ABAP, você tem que programar. Se você não sabe programar, entenda o primeiro P como “Prática”. Temos um conjunto de exercícios para quem está começando e já tivemos um campeonato de ABAP que intrigou até os mais experientes. Um bom programador tem que sonhar com código, tem que pensar em código no ônibus e traduzir bem a língua do funcional para a lingua do aplication server. Antes de querer entender o que é um cabeçalho, deve saber usar uma work area e antes de querer entender o que são itens deve saber usar uma tabela interna. Deve gostar de programar a ponto de baixar a versão trial do SAP para instalar e praticar em casa depois de um dia cansativo. Um bom ABAPer deve sempre evitar de fazer um trabalho repetitivo por horas/dias que possa ser substituído por um programa Z. Um bom ABAPer não constrói tudo do zero. Ao invés disso ele sempre que possível usa orientação a objetos de forma a facilitar a reusabilidade do seu código e reutiliza APIs prontas criadas por terceiros. Para aumentar a manutenabilidade de um programa, um bom ABAP vai muito além de simplesmente usar o Pretty Printer e comentar no código a descrição dos componentes de uma estrutura. Um bom ABAPer documenta e evita ao máximo gambiarras. Um bom programador entende e que há vida fora do mundo ABAP. Um bom ABAPer tem a tecla F1 gasta. Um bom ABAPers não somente tem cadastro mas é colaborativo na SDN: não faz perguntas vagas em fóruns, fecha as questões que abriu no fórum e dá a opinião sobre aquilo que lê. O primeiro P pode parecer trivial a primeira vista, mas não é fácil levá-lo a risca. Além de tudo isso um bom ABAPer gostará de saber os outros 4 P’s.

2º P – Processo

Se você não trabalha com ABAP, você provavelmente não conhece um exemplo de 2º P. Se você já trabalha com ABAP, provavelmente você gostaria de não ter conhecido alguns deles. Processo são as regras que você como ABAPer é pago para seguí-las e não questioná-las ou burlá-las (algo que será discutido no 5º P). Pode parecer cruel ou duro demais, mas é a verdade. Qualquer empresa que tem poder aquisitivo para implementar o SAP deve ter maturidade suficiente para entender a importância de se ter um bom processo. Se as pessoas não seguem um processo, nenhum ERP resolverá os problemas da empresa. Por isso, se no processo da sua empresa a documentação é exigida, você deve fazer a documentação. Se você precisa pedir permissão para realizar algum tipo de atividade, você deve fazê-lo. Processos são tão bons para as empresas que os tem quanto bons para proteger aqueles que evitam “camaradagens e pequenos favores”. Se você quer participar de um projeto conosco, saiba que temos processos desde como definir o escopo, passando por regras de convenção de código até de submissão de releases. Hoje este tipo de experiência não é vivenciado em faculdades ou academias e queremos trazer isso para fora do ambiente empresarial também pois faz parte da nossa profissão, gostemos ou não.

3º P – Prazo

Se você já trabalhou com SD, pode pular este P. – você entende o que digo. Infelizmente o prazo é geralmente o último dos vértices do triângulo de ferro a ser reajustado. O go/no go geralmente tem uma possibilidade de resposta unária quando se trata de um requesito legal que o governo resolveu pedir para ontem. O prazo pode sim estar contido dentro de um requesito e se você não atender o prazo significa que você não atendeu o cliente. Se você não faz ideia do quanto tempo leva para desenvolver uma solução, codificar um método ou corrigir um dump, não se preocupe desde que você alerte as partes envolvidas uma melhor estimativa após um tempo de melhor compreensão do problema. Reportar problemas no final do prazo que lhe deram somente gera mais um problema. O prazo faz parte da vida de um ABAPer seja ele júnior ou sênior. Se quem demorou foi o funcional e não você pergunte ao usuário o que ele acha e ele te responderá que a culpa é do pessoal de TI como um todo. No caso dos nossos projetos open source, sempre existirá prazos previamente negociados. Se você não é capaz de cumprí-los, não se inscreva neles pois outros podem estar dispostos a abdicar mais do que você.

4º P – Pressão

3 da manhã de um sábado. Você chega em casa depois de um bom Happy Hour e recebe uma ligação. Por algum motivo desconhecido um transporte desconhecido subiu até produção e sua empresa parou (parcialmente ou não de funcionar). Como você se sente para debugar um código comentado em alemão? E se disser que não importa se foi sua culpa ou não? A pressão não estará presente só nesses casos extremos (que por sinal o 2º P pode proteger você e sua empresa) mas também em cada objeto customizado que você cria. Se você lida bem com pressão saiba que sempre há uma expectativa em relação a algo que você constrói. E essa expectativa se não atendida pode gerar inúmeros problemas. Como dito anteriormente, funcionamos de maneira similar a uma empresa. Como qualquer empresa, há um critério de captura de novos integrantes bem como há um critério para a substituição dos mesmos que não rendem o que é esperado.

5º P – Profissionalismo

Voltando a falar de camaradagem, para que se preocupar com processos chatos, lentos e burros? Afinal, o ABAPer tem alguns jeitos de resolver um problema. “Faz um programinha”, “aproveita essa request aberta”, “ajusta a lógica que depois eu documento”, “inclui um IF aí”, “marreta a tabela” são frases que você provavelmente já ouviu e que as respostas “Sim” medem o quanto o 5º P é valorizado por você. Pensamentos/argumentos do tipo “isso não foi pedido, então não vou fazer”, “está especificado errado, por isso o programa está errado”, “no cenário sem erros funciona então isso é o que interessa” e “rodei o programa para um registro e funcionou, vamos transportar!” também interferem no resultado do seu 5° P. Guardar informações com você por qualquer forma de receio também contam negativamente neste item. Você compraria um carro que quebrasse no primeiro buraco que passar? Por que fazer gambiarras no código então? O SAP é bem mais caro que muito carro por aí. Cuidado com sua imagem pois ela pode ser superior a todas as suas habilidades de trabalhar com os outros 4 P’s.

Conclusão

Participando nos projetos open source do ABAP101.com, você tem a oportunidade de trabalhar em cima de cada um destes conceitos, algo que ajuda muito quem está apenas iniciando. Importante: já recebemos uma boa quantidade de exercícios de leitores que se mostraram interessados e que com certeza irão receber preferência na hora da escolha dos participantes. No momento estamos atualizando nossos projetos existentes no Code Exchange e testando ferramentas que nos ajudarão na hora de submeter e recuperar código da plataforma. Mais uma vez, queremos ouvir sua opinião: o que você achou dos 5 P’s do ABAP? Qual o mais importante em sua opinião e por quê? Você acha que a participação em projetos open source

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podem contribuir para a formação de cada um destes conceitos? Contamos com sua resposta! Abraço5!

Fábio Pagoti

Formado em Sistemas de Informação pela Universidade de São Paulo. Comecei no mundo da programação com Java mas logo caí no mundo ABAP. Estagiei na Nestlé por 2 anos e foi lá onde conheci o Furlan. Depois de efetivado fui morar no Canadá por 1 ano onde pude aprender a área de testes em desenvolvimento de software. Hoje sou consultor e instrutor ABAP, amante de projetos Open Source, Wordpress, Data Mining e da esfera SAP. Siga-me no twitter: @fabiopagoti

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12 Responses

  1. Excelente texto Fábio, parabéns! Realmente todos esses Principíos são importantes no dia-a-dia de um ABAPer, porém, em muitas empresas, ficam apenas na teoria. E isso só me faz ter mais vontade de participar dos projetos do ABAP101, tenho certeza que será uma oportunidade ímpar de aliar a teoria com as boas praticas de desenvolvimento. Abraços.

  2. Vinicius says:

    Como sempre vocês do ABAP101 colocando ótimos textos e são textos como estes que me motivam a querer ainda mais a entrar neste mundo de ABAPER. Parabéns por todo esse trabalho que vocês dois vem realizando.

    Respondendo seu questionário, acredito que 1º P, seja o mais importante, pois se você não for um bom ABAPER, não será possível realizar as outras 4P. Também acredito que os projetos Open Source podem contribuir muito com esse conceitos, pois os Projeto não são apenas um passa-tempo e sim um projeto sério, cujo objetivo é auxiliar muitas pessoas da comunidade SAP.

    Abraços.

    • Fábio Pagoti says:

      Ola Vinicius!
      Acho que muitos compartilham da sua opinião. O mais importante e a base do programador é o conhecimento técnico.
      Boa sorte na empreitada, espero que possamos ajudar.

      Grande abraço!

  3. É muito bom ver os artigos do abap101, que já eram bons, cada vez melhor.
    Esta ideia de usar o conceito dos 5Ps para ABAP foi sensacional. Parabéns!

    Na minha opinião, o 5º P é o mais importante, pois ele pode comprometer todos os outros 4. É a velha história de te encontrarem no café e pedirem uma “mudança pequena” ou a mais clássica de todas “marreta a tabela pra mim”. Se você por camaradagem/pressão/medo/whatever acabar cedendo, provavelmente acarretará em código mal escrito feito às pressas, processos sendo burlados, prazos de outras demandas estourados…
    Eu acabo sendo passando por chato, mas digo não a estas solicitações. Peço que documentem, que formalizem, que sigam os processos e aí então eu atenderei a demanda. É difícil, mas prefiro ser o “chato que só diz não” do que o cara que vive de gambiarra tapando buraco.

  4. Haroldo says:

    Na minha opnião, o 5ºP é o mais importante.
    O cidadão pode saber ABAP de cabo a rabo, mas tem muitos que fazem qualquer lixo para rodar no cliente, receber e cair fora.
    Exemplo de um programa que peguei onde trabalho, usando if.

    IF uf EQ ‘SP’.
    cuf = ’35’.

    E isso vai embora para todos os estados…
    Isso facilita a vida dele, de não precisar criar uma tabela ou alguma outra coisa que pode ser parâmetrizado.

    Abraços…

  5. Glauber Santana says:

    como participar dos projetos Open ou pelo menos tentar entrar para os projetos?

    • Flávio Furlan says:

      Olá Glauber, estamos bem ocupados com os projetos atuais. Esses projetos consomem muito tempo nosso e por isso estamos meio parados com essa iniciativa.

      Mas nada te impede de fuçar no Code Exchange e contribuir com os projetos.

  6. Claudio Marcos de Oliveira says:

    Muito interessante principalmente para quem esta iniciando como eu,excelente iniciativa…

  7. Fernando Silva says:

    Muito bom Fabio! Estou planejando me especializar em ABAP, e o texto 5 P’s é uma excelente leitura para quem está começando! teu site tá nos favoritos, acaba de ganhar mais um leitor. Abraço!

  8. Aline Cavalheiro says:

    Curti!
    Sou iniciante em ABAP mas tenho 10 anos em TI. Muitas destas práticas eu ja havia adotado ao longo da minha carreira, mas o mundo SAP é totalmente diferente em muitos quesitos, e com certeza este texto me ajudou a entender um pouco mais.
    Me interessei pelo projeto open source de vocês, mas o link divulgado (http://abap101.com/open-source/) não funciona.
    []´s

    • Fábio Pagoti says:

      Olá Aline,

      O link funciona para mim. Em todo caso os projetos open source no modelo mencionado estão paralizados.

      Estou entrando em contato com você para saber das suas necessidades e sugerir algo que possa fazer.

      []s