Resenha do Livro do Fábio

Acabo de chegar nos créditos finais do livro, “UI5 para desenvolvedores SAP/ABAP”. Já faz um tempo que o Fábio vem estudando SAPUI5, SAP Hana e outras coisas, e um dos produtos desse trabalho foi esse livro, usado como base em seus treinamentos de SAPUI5. Quero deixar aqui as impressões de quem aplicou esse método de estudo ao livro.

Confesso que estou entrando com certo atraso no mundo SAPUI5, mas como já diria um amigo meu “antes tarde do que mais tarde ainda”. Então, decidi fazer direito e depois de muito ler sobre o assunto, decido colocar em prática minha técnica preferida de estudo.

Ambiente de Desenvolvimento Usado

Primeira coisa que qualquer estudante de uma nova linguagem tem de fazer é montar o seu ambiente de desenvolvimento, isso fica claro na página campeã de visitas do ABAP101, o famigerado vídeo de instalação do MiniSAP.

O ambiente de desenvolvimento para estudar UI5 é muito mais simples, exceto se você está usando o computador da “firma” e nada pode ser instalado. No início comecei usando SAP Hana Studio (Eclipse), mas logo percebi que ele esconde e automatiza muitas coisas, o que não é interessante para quem está em processo de aprendizado.

No final das contas, eu acabei usando o Notepad++ e uma área do servidor do ABAP101 para rodar os programas. O bom de usar o Notepad++ é que não posso contar com o auto-completar para SAPUI5 do Studio, eu tenho que digitar tudo, o que caiu bem ao usar a minha metodologia. Confesso que tinha um certo preconceito com esse editor, pois achava coisa de amador, mas estudando um pouco mais a fundo vi que é uma ferramenta muito poderosa e muito rápida. Não sei se continuarei a usá-la no meu dia-a-dia no meu emprego, pois lá o SAP Hana Studio é a ferramenta padrão para SAPUI5, mas o Notepad++ é um ótimo competidor.

Notepad++ para trabalhar com SAPUI5

Notepad++ para trabalhar com SAPUI5

Primeiro “Hello World!!”

Não existe aprendizado de um nova linguagem sem começar pelo infame “Hello World!!”. Escrevi o código de acordo com o livro e eis o meu primeiro programa em UI5! Nesse ponto, dei uma parada no meu estudo do livro, pois precisava entender um pouco melhor mundo JavaScript.

Mar de frameworks e bibliotecas

Mar de frameworks e bibliotecas

Comecei a pesquisar quais outros frameworks e bibliotecas no mercado, incluindo algumas críticas ao OpenUI5, críticas essas mais relacionada ao medo da SAP estar por trás da biblioteca do que da solução em si. Após essa pesquisa, consegui ter uma idéia desse novo mundo que eu voltava a estudar. Lembro-me de escrever alguns programas JS para páginas estáticas em meados dos anos 2000 e já tinha gostado bastante, mas naquela época o ABAP estava ocupando o core principal da minha cabeça, então deixei de lado. Anos depois, com o AJAX revitalizando o interesse em JS, vi um crescimento muito grande dessa linguagem, não suficiente para capturar meu interesse. Agora como arquiteto de solução no meu emprego eu não mais poderia deixar passar.

Voltemos ao livro.

Controles e Mais Controles

O Fábio fez um ótimo trabalho cobrindo boa parte dos controles disponíveis no UI5. Não foi o objetivo dele cobrir todos os controles, mas foi mais do que suficiente para ter um ótimo entendimento de como as coisas funcionam.

Gastei boa parte do meu tempo nesses controles. Por vezes pensei em pular alguns controles para “economizar tempo”, mas me vinha na cabeça “wax on wax off”. Fiz todos os exemplos incluindo as sugestões de alteração.

Muitos e muitos controles

Muitos e muitos controles

Data Binding

Nesse ponto eu me apaixonei pela UI5. Eu não tenho muitas experiência em desenvolvimento web, mas minhas andanças pelo mundo Ruby on Rails permitiram que eu tivesse um leve senso crítico, suficiente para entender que a biblioteca UI5 é bem interessante do ponto de vista conceitual.

Sim, está bem agradável aqui em Saint Louis, MO...

Sim, está bem agradável aqui em Saint Louis, MO…

Model

Finalmente (shame on me!) entendi o que é JSON e oDATA. Fazendo os exemplos usando um modelo local deu para entender muito bem como eu ligaria os dados retornados pelo backend (SAP Gateway, por exemplo) e os controles na tela do browser.

Um ponto que senti falta no livro é o uso de um backend justamente para mostrar todo o ambiente funcionando. Por outro lado, não fazer uso de um backend me ajudou com o meu problema de não ter acesso ao mesmo. Não conversei com o Fábio a respeito e não sei se isso foi uma decisão consciente ou uma limitação dele também. Aposto mais na primeira. 

(Sim, eu conversei com ele, mas deixo para ele me responder nos comentários abaixo)

Sim, eu digitei tudo mesmo!

Sim, eu digitei tudo mesmo!

Conclusão

Minha volta aos estudos foi bem interessante. Com a mudança de país eu fiquei sem tempo de investir em novas coisas, mas agora com a poeira já baixada posso voltar a estudar.

Não pelo Fábio ser meu amigo e editor do ABAP101, mas eu recomendo fortemente o livro dele. Claro que você pode escolher o livro do Miroslav Antolovic, Getting Started with SAPUI5, mas o livro do Fábio é muito mais objetivo e muito mais barato. Compre o livro, não copie!

Meu próximo passo é explorar o mundo do SAP Gateway e encontrar formas de pessoas poderem consumir oData sem ter acesso a um servidor SAP. Já tenho algumas idéias mas precisam de maior amadurecimento, mas basicamente a idéia de usar alguma biblioteca (PHP por exemplo) que faça o papel de middleware entre um banco de dados SQLite ou MySQL e oData.

PS: Todos os exemplos feitos por mim, podem ser baixado aqui.

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